Os preços do açúcar avançam nesta segunda-feira (17) nas bolsas internacionais, recuperando parte das perdas do último pregão. O mercado encontra suporte nas perspectivas de redução da oferta global, em meio aos efeitos do clima sobre importantes regiões produtoras.
Em Nova York, por volta das 11h, no horário de Brasília, o contrato com vencimento em outubro era negociado a 16,66 cents por libra-peso, alta de 6 pontos. Março de 2027 avançava 8 pontos, para 17,70 cents por libra-peso.
Em Londres, o contrato de outubro era cotado a US$ 520,10 por tonelada, enquanto dezembro alcançava US$ 516,30 por tonelada.
O movimento ocorre após as cotações encerrarem o último pregão em queda, devolvendo parte dos ganhos acumulados na semana. Antes da correção, os preços haviam alcançado máximas de um ano na quarta-feira (12).
Oferta global sustenta mercado
As perspectivas para a oferta permanecem no centro das atenções. A Czarnikow projetou déficit global de 2,9 milhões de toneladas de açúcar em 2027/28 e redução de 0,7% na produção mundial, para 177 milhões de toneladas.
Entre os fatores de pressão estão condições climáticas adversas e a redução das áreas destinadas à cana-de-açúcar e à beterraba. Índia, União Europeia e Tailândia aparecem entre as origens que exigem maior atenção do mercado.
Na Europa, seca e temperaturas elevadas também pressionam as perspectivas produtivas. Segundo dados da S&P Global Energy, a produção conjunta da União Europeia e do Reino Unido deve cair para 14,98 milhões de toneladas neste ano. Caso a projeção se confirme, será o menor volume em 11 anos.
Com a possibilidade de menor disponibilidade global, o comportamento das safras nas principais origens produtoras deverá continuar influenciando a volatilidade e a direção dos preços do açúcar nas próximas semanas.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui