O mercado internacional de açúcar encerrou julho em baixa, mas segue sob forte volatilidade diante das incertezas sobre a oferta global. Apesar da pressão exercida pela expectativa de uma safra robusta no Brasil, problemas climáticos em importantes países produtores reforçam o risco de déficit mundial e podem limitar novas quedas nos preços.
Na Bolsa de Nova York (ICE), o contrato para outubro fechou o mês em 14,43 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 2,63% em relação ao fim de junho.
No Brasil, a expectativa de produção próxima de 43,9 milhões de toneladas continua pesando sobre o mercado. Porém, as chuvas no Centro-Sul reduziram o ritmo da moagem e aumentaram as dúvidas sobre o potencial efetivo da safra.
Ao mesmo tempo, a consultoria Green Pool elevou sua projeção de déficit global de açúcar para 3,34 milhões de toneladas na safra 2026/27, citando perdas provocadas por condições climáticas adversas no Brasil, União Europeia, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.
Outro fator de volatilidade foi o mercado de petróleo. As oscilações da commodity alteram a atratividade do etanol frente ao açúcar, influenciando o mix de produção das usinas brasileiras e, consequentemente, as expectativas de oferta mundial.
Para os próximos meses, o mercado continuará monitorando três fatores-chave: a evolução da moagem no Centro-Sul, o clima nos principais produtores globais e o comportamento do petróleo, que devem determinar a trajetória das cotações internacionais na safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócios – Veja na íntegra aqui