A suspensão temporária das exportações de diesel pela Rússia deve elevar a competição pela oferta global e pressionar os custos de importação do combustível, justamente em um momento de instabilidade geopolítica no Oriente Médio. A avaliação é da Petrobras, que alerta para o impacto da medida sobre países importadores, como o Brasil.
Embora a estatal não adquira diesel russo diretamente, a companhia destaca que a redução da oferta internacional tende a encarecer as compras de outras origens, principalmente do Golfo dos Estados Unidos. Após operar apenas com produção própria em abril e maio, a Petrobras retomou as importações no fim de junho diante do aumento da pressão sobre o mercado.
O cenário preocupa porque entre 25% e 30% da demanda brasileira de diesel depende de importações, enquanto a Petrobras responde por cerca de 70% do abastecimento nacional. Em 2025, as importações de diesel cresceram 56,9%, sendo que 47,1% do volume importado teve origem russa, consolidando a Rússia como um dos principais fornecedores do Brasil desde o início da guerra na Ucrânia.
A restrição nas exportações russas reforça o risco de novos aumentos nos custos do diesel e mantém o mercado atento aos reflexos sobre os combustíveis, a logística e a cadeia de biocombustíveis.
Fonte: BiodieselBr – Veja na íntegra aqui