São Paulo deu mais um passo para consolidar sua liderança na transição energética. O governo estadual anunciou a criação do Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio), que desenvolverá o primeiro projeto-piloto de BECCS aplicado ao setor sucroenergético brasileiro.
Com investimento estimado em R$ 30 milhões, a iniciativa reúne governo, universidades, setor privado e empresas como São Martinho e Petrobras para transformar o CO₂ gerado na produção de etanol e açúcar em um ativo ambiental capaz de gerar créditos de carbono.
O diferencial da tecnologia BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage) é permitir a produção de um etanol carbono negativo, ao capturar e armazenar permanentemente o CO₂ que a cana retirou da atmosfera durante seu crescimento.
Por que isso importa para o setor?
Cria uma nova fonte potencial de receita com créditos de carbono.
Fortalece a competitividade internacional do etanol brasileiro.
Posiciona São Paulo como polo global de inovação em descarbonização.
Amplia o papel da cana na estratégia de emissões líquidas negativas.
Atende às exigências ambientais cada vez mais rigorosas dos mercados internacionais.
O projeto reforça uma tendência que vem ganhando força no mundo: além de substituir combustíveis fósseis, os biocombustíveis passam a ser vistos como ferramentas efetivas de remoção de carbono da atmosfera, abrindo uma nova fronteira de valor para a cadeia sucroenergética brasileira.
Fonte: Semil – Veja na íntegra aqui