
A LanzaTech Global, Inc. anunciou que sua usina piloto de conversão de resíduos sólidos urbanos (RSU) em etanol, localizada em Kuji City, no Japão, alcançou resultados operacionais bem-sucedidos, demonstrando a viabilidade de sua tecnologia de fermentação de gás, diz nota da “RPA News”. A companhia é listada na Nasdaq sob o ticker LNZA e, segundo dados do InvestingPro, está avaliada em US$ 32,72 milhões, sendo considerada subvalorizada com base em estimativas de Valor Justo, apesar de enfrentar desafios financeiros relevantes, com EBITDA negativo de US$ 101,81 milhões nos últimos doze meses.
A instalação, que opera em escala equivalente a um décimo do tamanho comercial, é de propriedade e operação da SEKISUI CHEMICAL CO., LTD., listada na Bolsa de Tóquio (TSE:4204). A unidade está em funcionamento desde abril de 2022 e possui capacidade para produzir aproximadamente 400 toneladas de etanol por ano.
De acordo com o comunicado da empresa, a usina manteve rendimentos de etanol acima dos níveis de desempenho garantidos por mais de 14 dias consecutivos em condição de operação estável. Durante esse período, o sistema processou gás de síntese com teor combinado de monóxido de carbono e hidrogênio tão baixo quanto 40%, demonstrando a capacidade da tecnologia de lidar com composições gasosas consideradas desafiadoras.
O projeto piloto foi financiado por meio de uma joint venture entre a Sekisui Chemical e a INCJ, um fundo público-privado supervisionado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, com financiamento adicional do Ministério do Meio Ambiente japonês.
Em comunicado, a CEO da LanzaTech, Jennifer Holmgren, afirmou que “os resultados em Kuji demonstram mais uma vez a escalabilidade e a viabilidade técnica de nossa plataforma de fermentação”.
Apesar do avanço tecnológico, dados do InvestingPro indicam que a companhia vem consumindo rapidamente seu caixa, com rendimento de fluxo de caixa livre negativo. No mercado acionário, as ações da LanzaTech registraram elevada volatilidade, com queda superior a 92% no último ano.
A instalação piloto tem processado materiais não recicláveis que, em condições convencionais, seriam destinados a aterros sanitários ou incineração. Segundo a empresa, a tecnologia demonstrou integração bem-sucedida com sistemas tradicionais de gaseificação, mantendo o desempenho mesmo diante da variabilidade da matéria-prima.
A LanzaTech afirma ainda que a capacidade de processar diferentes fluxos de resíduos pode apoiar o desenvolvimento de iniciativas de economia circular de carbono em regiões com perfis variados de resíduos.
Fonte: RPA News