O mercado de soja e fertilizantes de Mato Grosso entra em uma fase decisiva: com grande parte dos insumos já adquirida, a atenção agora se volta às oportunidades de preço e às relações de troca.
Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, cerca de 12% da soja disponível ainda precisa ser comercializada no estado. Para a safra futura, as vendas estão próximas de 25%. Do lado dos insumos, mais de 90% das necessidades de fertilizantes para 2026/27 já foram atendidas.
Um dos principais indicadores no radar é a relação de troca entre soja e cloreto de potássio (KCl). A recente valorização da oleaginosa melhorou essa relação, especialmente quando considerados os preços disponíveis, criando condições mais favoráveis para negociações.
O cenário muda, porém, quando a conta considera a soja futura e operações de barter. A curva apresenta preços menores para o grão nos vencimentos mais distantes, exigindo atenção na comparação entre venda da produção e aquisição dos insumos.
Mesmo com as compras de potássio avançadas, ainda existem volumes a negociar. Por isso, acompanhar simultaneamente soja, fertilizantes e relação de troca pode ser mais estratégico do que observar isoladamente o preço de cada mercado.
A melhora recente já começa a antecipar outra discussão entre os produtores: a safra 2027/28. Embora ainda não exista um mercado consolidado para esse ciclo, as primeiras contas estão sendo feitas.
A estratégia é se preparar antes que a oportunidade apareça. Em um ambiente de volatilidade, antecipar custos e monitorar relações de troca pode fazer diferença na proteção das margens das próximas safras.
Fonte: Agrolink – Veja na íntegra aqui