
Os preços do petróleo diminuíram nesta segunda-feira (16), motivados pela possibilidade de uma liberação maior das reservas estratégicas de petróleo do que o esperado e pela expectativa de um melhor fluxo no Estreito de Ormuz, diz nota do “Notícias do Planalto”.
A Agência Internacional de Energia (AIE) indicou que está pronta para liberar mais reservas estratégicas de petróleo se necessário, após ter anunciado na quarta-feira a liberação de 400 milhões de barris.
O diretor executivo da agência, Fatih Birol, garantiu que a primeira liberação de reservas feita na semana passada teve um “efeito calmante nos mercados”.
O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, para entrega em abril, caiu 5,28%, indo para 93,50 dólares.
O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, registrou queda de 2,84%, ficando em 100,21 dólares.
Os analistas do Scotiabank observaram que os mercados parecem demonstrar um sentimento de alívio após a passagem bem-sucedida de vários petroleiros pelo Estreito de Ormuz neste fim de semana.
Um caso específico chamou a atenção: um navio não iraniano, com bandeira paquistanesa, atravessou o corredor estratégico no domingo mantendo seu sistema de rastreamento ativo, conforme dados do MarineTraffic.
Isso sugere a possibilidade de que certas cargas possam estar usufruindo de um acordo negociado para passagem com o Irã, o que permitiria que parte dos barris bloqueados no Golfo Pérsico fossem exportados.
De acordo com a empresa de dados marítimos Lloyd’s List, entre o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, e a última sexta-feira, 13 de março, 77 navios cruzaram o Estreito de Ormuz. Entretanto, a maioria pertence à chamada frota fantasma, operando fora dos circuitos tradicionais, especialmente transportando petróleo sujeito a sanções.
Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sua convocação aos países dependentes do petróleo do Golfo para garantirem a segurança de Ormuz, criticando alguns por não desejarem se engajar.
Ele mencionou que outras nações se comprometeram a ajudar no esforço para restaurar a segurança desse ponto crucial para o comércio de petróleo, sem, contudo, especificar quais.
Considerando as alternativas adotadas por certos produtores, o bloqueio do Estreito implica que cerca de 10% da oferta global de petróleo está impossibilitada de chegar aos mercados, segundo analistas da Eurasia Group.
Eles alertam que, mesmo que a situação seja resolvida rapidamente, a necessidade de repor as reservas liberadas para suavizar os efeitos da crise manterá os preços em níveis superiores aos vigentes antes do conflito.
Fonte: Notícias do Planalto