
A pulverização com drones vem ganhando espaço nos canaviais brasileiros ao combinar precisão operacional, redução de custos e ganhos ambientais. De acordo com informações apresentadas por Mateus Borges, líder em colheita mecanizada, a tecnologia tem ampliado a eficiência das aplicações e transformado a rotina no campo, diz nota do “Agrolink”.
Os equipamentos conseguem distribuir defensivos, fertilizantes e maturadores de forma mais uniforme sobre a lavoura, melhorando a cobertura e a eficácia em comparação aos métodos terrestres ou aeronaves tripuladas. O resultado é impacto direto na sanidade das plantas e na qualidade da cana. Em áreas de difícil acesso ou com relevo irregular, os drones operam sem compactar o solo ou provocar danos mecânicos, problema comum em pulverizadores tradicionais.
A capacidade operacional também chama atenção. Modelos com tanques entre 30 e 40 litros conseguem cobrir dezenas de hectares por dia, podendo ultrapassar 100 hectares diários por unidade, o que permite aproveitar melhor as janelas climáticas ideais. A precisão na aplicação possibilita redução expressiva no uso de insumos, com estudos indicando cortes de 35% a 50% no volume de pesticidas. Em parcerias realizadas no Brasil, testes apontaram redução de insumos em até 82%, além de queda relevante nos custos operacionais.
Os ganhos agronômicos incluem melhor controle de pragas e doenças, já que a aplicação rápida impede a disseminação de focos. Há ainda menor deriva de produtos químicos, redução no uso de água e mais segurança ao trabalhador, que opera o equipamento remotamente.
O avanço é refletido no mercado. Dados da feira especializada Droneshow indicam que o número de drones agrícolas no país passou de cerca de 3 mil em 2021 para aproximadamente 35 mil em 2025. A regulamentação específica para pulverização aérea com drones também contribuiu para acelerar a adoção, em um segmento que já movimenta cerca de 77 milhões de dólares no Brasil.
Fonte: Agrolink