Mosaic destaca papel de fertilizantes sustentáveis na descarbonização do agronegócio

Foto: Mosaic/ Divulgação

A Mosaic, produtora de fosfatados e potássio combinados, participou dos debates da Fertilizer Latino Americano (FLA) 2026, principal conferência do setor de fertilizantes da América Latina, realizada nesta semana em Miami (EUA). O evento reuniu especialistas para discutir, entre outros temas, a integração entre fertilizantes sustentáveis, biocombustíveis e o mercado de carbono como estratégias para a descarbonização do agronegócio e o fortalecimento da competitividade global do Brasil.

No painel “Fertilizantes sustentáveis e créditos de carbono: monetizando práticas verdes para a competitividade global”, o country manager e vice-presidente da Mosaic para Brasil e Paraguai, Eduardo Monteiro, detalhou por que a conexão entre esses temas se tornou central para o setor neste momento. “A descarbonização não ocorre de forma isolada. Diferentemente dos combustíveis fósseis, que liberam na atmosfera o carbono estocado no subsolo há milhões de anos, os biocombustíveis fazem parte de um ciclo biológico circular. No entanto, para maximizar esse benefício, é necessário reduzir as emissões de Escopo 3, relacionadas à cadeia de suprimentos, na qual os fertilizantes representam uma parcela significativa”, afirma.

“Para que o etanol ou o biodiesel alcancem os melhores indicadores de eficiência ambiental em relação às alternativas fósseis, a jornada começa no solo. Nesse contexto, o crédito de carbono surge como o mecanismo financeiro que viabiliza essa transição, ao transformar a redução de emissões em um ativo negociável”, completa Monteiro.

Sustentabilidade como fator estratégico para o agro

Ainda segundo o executivo, o tema se conecta à transição energética e à segurança alimentar global a partir do conceito de “produzir mais com menos”. “A segurança alimentar exige escala produtiva, enquanto a transição energética exige baixa emissão. Fertilizantes eficientes permitem que o Brasil continue sendo o celeiro do mundo, ampliando a oferta de alimentos de forma sustentável e, ao mesmo tempo, fornecendo a biomassa necessária para os combustíveis do futuro, como o SAF (Combustível Sustentável de Aviação), sem a necessidade de expandir fronteiras sobre áreas nativas”, analisa.

Fonte: Safras & Mercado