Custos voltam a pressionar margens das usinas de biodiesel

Depois de três semanas de resultados positivos, as usinas de biodiesel voltaram a operar com margens negativas. Na 34ª semana de 2026, o preço médio do biocombustível avançou cerca de 0,4%, para R$ 5.313,73 por m³, segundo dados da ANP.

Foi a quinta semana consecutiva de valorização do biodiesel, que já acumula alta de 4,5% desde que o atual movimento de recuperação começou, na segunda quinzena de julho.

O aumento do preço de venda, entretanto, não acompanhou a pressão dos custos. A parcela considerada pelo Indexador BiodieselBR avançou 1,4% em uma semana, indicando custo equivalente a R$ 5.360,35 por m³ de B100 somente com matérias-primas.

Com isso, a diferença entre o preço médio do biodiesel e esse custo ficou negativa em cerca de R$ 46,60 por m³, interrompendo uma sequência de três semanas de resultados favoráveis.

O quadro reforça a pressão sobre a rentabilidade da indústria. Desde meados de março, 16 das últimas 23 semanas apresentaram resultados desfavoráveis aos fabricantes, evidenciando que a recuperação das cotações do biodiesel ainda não foi suficiente para compensar a evolução dos custos das matérias-primas.

Para o mercado, o comportamento dos óleos e gorduras utilizados na produção, especialmente o óleo de soja, e a evolução dos preços de contratação do B100 serão determinantes para uma recuperação mais consistente das margens das usinas.

Fonte: Biodieselbr – Veja na íntegra aqui