Conflito no Oriente Médio eleva diesel e pressiona custos do açúcar no Centro-Sul

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o setor sucroenergético brasileiro, ao impulsionar os preços do petróleo e pressionar os custos de produção no Centro-Sul. Segundo análise da StoneX, o Brent acumula alta superior a 40% desde o fim de fevereiro, enquanto o diesel, no Preço de Paridade de Importação (PPI), avançou 91%. Nas bombas, o diesel B subiu mais de R$ 1,00 por litro no país, elevando significativamente os custos operacionais das usinas.

Apesar de o petróleo mais caro sustentar os preços do etanol e melhorar a perspectiva de receita, o aumento do diesel pesa diretamente na estrutura de custos — com correlação de 97,46% com o custo agroindustrial. Na prática, cada R$ 1,00 de alta no combustível pode elevar o custo da cana em até R$ 36,5 por tonelada. O conflito também pressiona o mercado de fertilizantes, embora com efeito mais diluído no curto prazo.

Para a safra 2026/27, o cenário é de margens apertadas, com usinas operando próximas do ponto de equilíbrio no açúcar. Diante disso, a tendência é de maior direcionamento da cana para o etanol, que ganha competitividade. Ainda assim, o setor enfrenta uma equação desafiadora: receitas sustentadas pelo petróleo, mas custos crescentes exigindo ajustes estratégicos ao longo da safra.

Fonte: Jornal da Cana. A matéria na íntegra veja aqui