Clima mexe com commodities: açúcar sobe e soja recua em Chicago

O clima voltou a ditar o ritmo das commodities agrícolas. Na semana encerrada em 4 de agosto, preocupações com a oferta impulsionaram açúcar e cacau, enquanto melhores condições para as lavouras dos Estados Unidos pressionaram a soja, segundo análise do Rabobank.

O índice S&P GS AG recuou 2% na semana, refletindo perdas em parte das commodities. Os fundos também diminuíram a exposição ao setor, com venda líquida de 69.620 contratos, reduzindo a posição comprada para 152.110 lotes.

Açúcar ganha 3,4% com risco climático

O açúcar ICE nº 11 avançou 3,4%, sustentado pelas preocupações com a produção mundial. As chuvas de monção abaixo do normal na Índia e o maior estresse térmico sobre as lavouras europeias reforçaram o risco de uma oferta mais apertada.

O movimento levou os fundos a comprarem 34.599 contratos líquidos, reduzindo significativamente sua posição vendida.

O cacau apresentou reação ainda mais intensa, com alta de 13,4%, diante das preocupações de que o El Niño possa comprometer a oferta na temporada 2026/27.

Soja perde 3,5% com melhora do clima nos EUA

Na direção oposta, a soja negociada em Chicago caiu 3,5%. Chuvas em importantes regiões produtoras americanas reduziram os temores sobre a safra, enquanto a ampla disponibilidade de soja brasileira continuou pressionando as cotações.

A semana reforça a influência crescente do clima sobre a formação dos preços: enquanto melhores condições nos EUA retiram prêmio de risco da soja, incertezas sobre Índia, Europa e outras regiões produtoras sustentam açúcar e cacau.

Fonte: Agro Link – Veja na íntegra aqui