Centro de Pesquisa promove workshops para discutir a produção de biocombustíveis em São Paulo

Após décadas de liderança na produção de etanol de cana, São Paulo enfrenta um desafio estratégico: como voltar a crescer em um cenário marcado por produtividade estagnada, eventos climáticos extremos e forte dependência da sazonalidade da safra. A resposta pode estar em uma matéria-prima que já vem transformando o mercado no Centro-Oeste: o milho.

Para acelerar essa transição, foi criado o Centro de Ciência para o Desenvolvimento do Etanol (CCD Etanol), iniciativa que irá investigar, nos próximos cinco anos, novos modelos de produção capazes de aumentar a competitividade das usinas, reduzir emissões e viabilizar operações durante todo o ano.

Embora o etanol de milho já represente cerca de 23% da produção nacional, São Paulo ainda não possui nenhuma usina dedicada a esse modelo. A proposta do CCD é avaliar a viabilidade das chamadas usinas “flex” e “flex-full”, que combinam cana e milho, ampliando a utilização da capacidade industrial, reduzindo a necessidade de estocagem e gerando impactos positivos em emprego e arrecadação.

Além de estudos técnicos e econômicos, o projeto promoverá uma série de workshops para conectar indústria, governo e academia. O primeiro encontro acontece em 24 de junho, na Unicamp, e discutirá um tema crucial para a competitividade do setor: a disponibilidade e os usos estratégicos do bagaço de cana.

Mais do que uma nova rota tecnológica, a iniciativa busca posicionar o Brasil como referência global em biocombustíveis avançados, abrindo espaço para novos investimentos e oportunidades em um mercado cada vez mais atento à transição energética.

Fonte: Jornal Unicamp. Veja a matéria na íntegra aqui.