De alternativa renovável a ativo estratégico para o Brasil. No Dia Internacional do Biodiesel, celebrado em 10 de agosto, o setor chega a 2026 consolidado como um dos pilares da segurança energética e da descarbonização dos transportes, com impactos que alcançam a indústria, o agronegócio e a agricultura familiar.
A cadeia da soja e do biodiesel reúne cerca de 2,3 milhões de pessoas, enquanto mais de 300 mil agricultores familiares participam desse mercado. Segundo dados do setor, cada R$ 1 investido na produção de biodiesel movimenta outros R$ 4,40 na economia.
Resíduos viram energia
A diversificação das matérias-primas também amplia o potencial ambiental do combustível. Cerca de 150 milhões de litros de óleo de cozinha usado e 600 mil toneladas de gordura animal são destinados anualmente à fabricação de biodiesel, transformando resíduos em energia e fortalecendo a economia circular.
O combustível também contribui para a segurança energética, especialmente em um país que ainda importa cerca de 25% do diesel consumido. Com capacidade instalada estimada em 15 bilhões de litros por ano, a indústria tem espaço para substituir parte dessas importações por produção nacional.
B100 abre nova fronteira
Além do avanço da mistura obrigatória, cresce o interesse pelo B100 — biodiesel puro — em operações de transporte, geração de energia e estratégias corporativas de descarbonização. A Binatural, por exemplo, já utiliza B100 em geradores de sua unidade de Simões Filho (BA), em parceria com a Volvo Penta.
O próximo ciclo do biodiesel tende a ir além da mistura obrigatória. Novas aplicações, maior aproveitamento de resíduos, expansão do processamento de matérias-primas nacionais e o uso voluntário de teores elevados colocam o biocombustível entre as soluções disponíveis hoje para reduzir emissões e a dependência brasileira dos combustíveis fósseis.
Fonte: Jornal Panorama Minas – Veja na íntegra aqui