A canola ganha espaço no Rio Grande do Sul como nova fronteira para os biocombustíveis. A cultura, antes concentrada nos mercados de óleo comestível e ração animal, avança como matéria-prima para biodiesel e amplia sua atratividade para produtores e indústrias.
Na safra 2026, a área cultivada no Estado alcança 353,4 mil hectares, enquanto a produção é estimada em 571,9 mil toneladas, alta de 100,3% sobre o ciclo anterior, segundo a Emater/RS.
Rentabilidade estimula expansão
Além da demanda da indústria de biocombustíveis, a canola vem ganhando competitividade no campo. No inverno de 2026, o custo de implantação chegou a ficar cerca de R$ 550 por hectare abaixo do trigo, enquanto preços mais atrativos e benefícios para a rotação de culturas reforçam o interesse dos agricultores.
A expansão também vem acompanhada de investimentos industriais. Concentrada principalmente no Noroeste e nas Missões, a produção encontra uma estrutura crescente de processamento. A Celena Alimentos, principal processadora da oleaginosa no Estado, está ampliando sua capacidade com perspectiva de alcançar mil toneladas de canola processadas por dia.
Biocombustíveis abrem nova frente de demanda
O avanço dos combustíveis renováveis é um dos principais vetores para o crescimento da cultura. O óleo extraído da canola pode abastecer a produção de biodiesel, enquanto o processamento também gera farelo destinado à alimentação animal.
A expectativa é de continuidade da expansão. A Abrascanola projeta que o Rio Grande do Sul poderá alcançar 1 milhão de hectares cultivados com canola até 2030.
Com demanda crescente, investimentos industriais e maior interesse dos produtores, a oleaginosa começa a formar uma cadeia que conecta agricultura, processamento e energia renovável, diversificando as opções de inverno e ampliando a oferta de matérias-primas para os biocombustíveis.
Fonte: GZH – Veja na íntegra aqui