Bioinsumo de microalgas pode reduzir a dependência de fertilizantes agrícolas

A startup paulista BiotecBlue e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fizeram uma parceria para produzir um bioinsumo à base de microalgas, que pode ser uma alternativa mais acessível aos fertilizantes químicos convencionais. As microalgas usadas para a produção do bioestimulante são resultado do tratamento de efluentes de cervejarias e da produção de tilápia e camarão. O projeto é apoiado pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fapesp, diz nota da “Globo Rural”.

Segundo a engenheira química Danielle Maass, da Unifesp, que lidera a iniciativa, o bioinsumo utiliza materiais que seriam descartados. “Comumente, pequenos produtores de cerveja artesanal descartam os resíduos de fabricação diretamente no esgoto. O mesmo ocorre com sobras de criações de tilápias e camarões que, sem tratamento, atingem rios levando uma carga de nutrientes capaz de desequilibrar ecossistemas aquáticos”, diz.

Esses resíduos, afirma a pesquisadora, são ricos em nitrogênio, fósforo e carboidratos, essenciais para o crescimento de microalgas. Se cultivadas de forma controlada, no entanto, essas mesmas microalgas tornam-se a base para bioinsumos agrícolas.

As microalgas resultantes do processo são ricas em proteínas e betacaroteno, um antioxidante natural. O produto já passa por testes em lavouras de milho, banana, hortaliças e café nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Segundo Maass, houve melhora no desenvolvimento foliar e na saúde do solo.

Fonte: Globo Rural