A descarbonização do transporte marítimo ganhou protagonismo nas discussões globais sobre energia e clima. Responsável por mais de 80% do comércio mundial e cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, o setor busca alternativas para atender à meta da Organização Marítima Internacional (IMO) de zerar as emissões líquidas até 2050.
O tema será debatido durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro, reunindo especialistas da indústria, logística, energia e infraestrutura. Entre eles está André Lavor, CEO da Binatural, que defenderá o papel dos biocombustíveis como uma das soluções mais viáveis para acelerar a transição energética no transporte marítimo.
Segundo Lavor, o Brasil possui uma posição estratégica nesse processo graças à sua capacidade de produção de biodiesel, infraestrutura consolidada e disponibilidade de matérias-primas renováveis. Atualmente, a Binatural produz cerca de 600 milhões de litros por ano e já acumula experiências práticas com o uso de biodiesel puro (B100) em operações logísticas sustentáveis.
Além da redução das emissões, o debate envolve competitividade internacional, novas exigências ambientais e o impacto da pegada de carbono nas cadeias globais de comércio. Para especialistas, a transição energética da navegação deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a representar um fator econômico e geopolítico relevante para países exportadores como o Brasil.
Fonte: TN Petróleo – Veja na íntegra aqui