
O projeto Perspectivas 2026 desta sexta-feira (9) compartilha alguns pensamentos do CEO da Binatural, André Lavor, uma empresa que atua como uma usina de biodiesel há quase duas décadas, produzindo combustível renovável e sustentável, com impacto positivo na vida das pessoas e no meio ambiente, destaca nota do “Petro Notícias”.
Ela está entre as companhias que mais contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país, combinando inovação, tecnologia e responsabilidade socioambiental. O objetivo é ajudar a transformar o futuro da energia no país. A empresa venceu importantes desafios no ano passado e encerrou 2025 com resultados positivos e um recorde de produção. Lavor acredita que apenas 1 ponto percentual na mistura de Biodiesel no Diesel representa uma diminuição significativa no consumo de combustível fóssil.
“O Brasil reúne todas as condições para avançar de forma responsável para misturas superiores às atuais. Hoje, o país conta com uma capacidade produtiva instalada de aproximadamente 15 bilhões de litros de biodiesel por ano, o que permite absorver com folga o crescimento da demanda e impulsionar ainda mais o mercado.”
A Binatural defende um ambiente regulatório previsível, ancorado em dados evidências econômicas para reduzir o risco dos investidores, garantindo um cenário favorável a longo prazo. Neste sentido, para Lavor, “a combinação entre previsibilidade, engajamento do setor produtivo e adoção voluntária de soluções já disponíveis cria um ambiente mais resiliente, capaz de mitigar riscos econômicos e contribuir para uma transição energética.
equilibrada, justa e sustentável para o Brasil.” Vamos, então, saber como foi o andamento das ações em 2025 e quais são as perspectivas para a Binatural em 2026. Com a palavra, o CEO da companhia:
– Como foi o ano de 2025 para a empresa? As perspectivas se confirmaram?
– O ano de 2025 evidenciou, de forma muito clara, a capacidade de adaptação da empresa e a relevância estratégica do setor de biodiesel para a agenda de descarbonização do país. O adiamento da evolução da mistura obrigatória, de março para agosto de 2025, exigiu um elevado nível de planejamento, flexibilidade e eficiência de toda a cadeia produtiva. Mesmo diante desse cenário desafiador, mantivemos o foco no fortalecimento das relações com clientes e parceiros que compreendem e valorizam o papel do biodiesel na transição energética. O trabalho integrado entre nosso time, fornecedores e clientes foi fundamental para atravessarmos esse período com solidez.
Encerramos o ano com resultados positivos e um marco importante: alcançamos um recorde de produção em 2025. Esse desempenho reforça que estamos no caminho certo e, principalmente, que o setor de biodiesel brasileiro está preparado, maduro e apto a responder de forma rápida e consistente às demandas da transição energética. Os desafios existiram, mas a resiliência do segmento foi determinante para transformar um cenário de incertezas em uma oportunidade concreta de fortalecimento e evolução.
– Dentro da realidade brasileira e da economia atual, quais seriam as medidas mais acertadas para que as coisas pudessem melhorar?
– Para o setor de biocombustíveis, a previsibilidade é um elemento-chave, sobretudo em relação ao mandato de mistura e à definição de um horizonte claro para sua evolução, fator decisivo para a atração de investimentos e a estabilidade do mercado. Desta forma, asseguramos o planejamento industrial e a estabilidade a toda a cadeia produtiva.
Cada aumento de 1 ponto percentual na mistura de biodiesel ao Diesel B representa, ao longo do tempo, uma redução significativa no consumo de diesel fóssil, diminuindo a dependência de importações e fortalecendo cadeias produtivas nacionais. Esse avanço gera efeitos positivos diretos na economia, com criação de postos de trabalho, geração de renda, estímulo ao investimento e desenvolvimento regional em diversas partes do país.
O Brasil reúne todas as condições para avançar de forma responsável para misturas superiores às atuais. Hoje, o país conta com uma capacidade produtiva instalada de aproximadamente 15 bilhões de litros de biodiesel por ano, o que permite absorver com folga o crescimento da demanda e impulsionar ainda mais o mercado. Trata-se, portanto, de uma agenda estratégica que conecta segurança energética, desenvolvimento econômico e competitividade industrial, ao mesmo tempo em que amplia os ganhos socioambientais e posiciona o Brasil como protagonista na transição energética.
– Quais os problemas atuais que podem ser vistos como risco para a nossa estabilidade política e econômica?
– Em um contexto de transição energética e reconfiguração das cadeias globais, um dos principais fatores de atenção é a volatilidade gerada por incertezas de curto prazo, que podem impactar a confiança do mercado e o planejamento de investimentos estruturantes. Setores intensivos em capital, como o de biocombustíveis, dependem de horizontes claros para decisões relacionadas à expansão de capacidade produtiva, logística e suprimento de matérias-primas.
Ambientes regulatórios previsíveis, ancorados em dados técnicos e evidências econômicas, são fundamentais para reduzir o risco percebido por investidores e assegurar um cenário favorável a investimentos de longo prazo. Essa estabilidade contribui não apenas para o equilíbrio do mercado, mas também para a segurança energética e o desenvolvimento econômico do país.
Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que a transição energética também está relacionada com o compromisso socioambiental das empresas, que têm assumido um papel cada vez mais relevante, especialmente por meio de iniciativas voluntárias de descarbonização e da atuação direta sobre as emissões do Escopo 3. Cada vez mais, empresas de diferentes setores têm incorporado o uso de biocombustíveis como uma solução concreta para reduzir emissões em suas cadeias de valor, fortalecer sua competitividade e atender às expectativas de investidores, consumidores e mercados internacionais.
Nesse sentido, a combinação entre previsibilidade, engajamento do setor produtivo e adoção voluntária de soluções já disponíveis cria um ambiente mais resiliente, capaz de mitigar riscos econômicos e contribuir para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável para o Brasil.
– Quais são as perspectivas para 2026? O cenário é mais otimista ou mais cauteloso? O que fazer para termos um ano melhor?
– As perspectivas para 2026 apontam para um cenário desafiador, porém construtivo e com viés positivo, especialmente quando analisadas sob a ótica da maturidade do setor e da capacidade instalada já disponível no país. O mercado brasileiro de biodiesel chega a 2026 mais preparado, com cadeia de suprimento consolidada, elevada eficiência operacional e experiência suficiente para sustentar novos avanços. O setor e a Binatural estão tecnicamente e operacionalmente prontos para atender a uma demanda estimada em cerca de 11 bilhões de litros, decorrente da evolução da mistura para B16. A capacidade produtiva instalada, aliada à diversificação de matérias-primas e à robustez logística, permite absorver esse crescimento de forma segura, sem riscos de desabastecimento.
Além da mistura obrigatória, é cada vez mais relevante ampliar o olhar para a descarbonização voluntária em outros segmentos estratégicos da economia. Setores como o marítimo, o de geração termelétrica, além de motores estacionários e aplicações industriais, já dispõem de tecnologia capaz de operar com elevados teores de biodiesel ou até com B100, representando oportunidades concretas e imediatas de redução de emissões de carbono. O avanço coordenado da transição energética passa, portanto, pela combinação entre previsibilidade regulatória, engajamento do setor produtivo e pela adoção crescente de soluções voluntárias de descarbonização, especialmente no Escopo 3 das grandes empresas. A colaboração entre governos, indústria, setor agrícola e sociedade civil será determinante para consolidar esse movimento.
O setor de biodiesel, e a Binatural em particular, estão preparados para contribuir de forma ativa com uma transição energética de baixo carbono, baseada em eficiência, competitividade industrial, justiça social e impacto socioambiental positivo, posicionando o Brasil como referência global em soluções energéticas sustentáveis.
Fonte: Petro Notícias