Açúcar oscila entre pressão do petróleo e risco climático

Os preços internacionais do açúcar encerraram a quarta-feira (24) com pouca variação, refletindo um mercado dividido entre fatores baixistas e preocupações climáticas. Na Bolsa ICE de Nova York, o contrato julho fechou praticamente estável, cotado a 13,42 cents por libra-peso, próximo da mínima de dois meses.

A principal pressão continua vindo da queda dos preços da energia, que aumenta a atratividade da produção de açúcar em relação ao etanol nas usinas brasileiras. O mercado também repercutiu o novo adiamento da decisão do governo sobre o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32), medida que poderia fortalecer a demanda pelo biocombustível.

Por outro lado, o cenário climático limita perdas mais acentuadas. O tempo quente e seco na Europa preocupa a produção de beterraba, enquanto as chuvas de monção abaixo da média na Índia elevam os riscos para a safra do maior consumidor mundial de açúcar.

Em Londres, o açúcar branco encerrou o dia em alta de 0,8%, cotado a US$ 444,80 por tonelada, refletindo a cautela dos investidores diante dos fundamentos ainda indefinidos do mercado.

Fonte: Nova Cana – Veja na íntegra aqui