Açúcar ensaia recuperação, mas excesso de oferta e pressão dos fundos travam alta

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O mercado internacional de açúcar apresentou reação moderada na Bolsa de Nova York, com o contrato para maio de 2026 fechando a 13,92 centavos de dólar por libra-peso e acumulando ganhos de 59 pontos na semana, equivalente a cerca de 13 dólares por tonelada. Apesar da leve recuperação, o cenário segue pressionado por fundamentos que limitam movimentos mais consistentes de alta. A avaliação é do consultor Arnaldo Correa.

Entre os principais fatores está a atuação dos fundos, que ainda mantêm posições vendidas relevantes, além do aumento das fixações de preços por usinas — inclusive da América Central —, o que reduz o fôlego das cotações. No Brasil, a possível adoção do E32 surge como elemento de suporte, ao estimular o consumo adicional entre 900 milhões e 1 bilhão de litros de etanol e potencialmente reduzir a oferta de açúcar.

Por outro lado, a perspectiva 635 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul, estimada pela Canaplan, reforça a cautela do mercado. Mesmo com sinais técnicos de recuperação, o açúcar ainda depende de novos fatores para consolidar uma tendência de alta mais consistente

Fonte: Agrolink – Veja a matéria na íntegra aqui