Testes para ampliar mistura de biodiesel até B25 avançam no Brasil

O Brasil iniciou uma nova etapa na avaliação técnica para ampliar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, atualmente em 15% (B15), para percentuais entre 16% e 25% (B16 a B25). O marco foi anunciado em 13 de julho, durante agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP).

Previsto na Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), o Programa Nacional de Testes de Biodiesel busca reunir evidências científicas sobre a viabilidade técnica e operacional de misturas mais elevadas, antes de qualquer decisão regulatória.

O Instituto Mauá coordena tecnicamente a rede nacional de testes, formada por 11 laboratórios mecânicos e cinco físico-químicos. O cronograma prevê ensaios entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027, com participação do setor automotivo.As avaliações abrangem desempenho, consumo, emissões, durabilidade e funcionamento dos motores, além de estabilidade, armazenamento, transporte e qualidade do combustível ao longo da cadeia logística.

Durante o anúncio, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou a importância da segurança técnica para o avanço das misturas. “Não podemos avançar sem que os testes sejam feitos de forma segura”, afirmou.

A eventual elevação da mistura obrigatória representa uma perspectiva de expansão da demanda doméstica por biodiesel, com potencial para reduzir a capacidade ociosa da indústria e ampliar a participação do biocombustível na matriz energética brasileira.

Entretanto, a adoção de percentuais superiores ao B15 ainda não está definida. Qualquer alteração dependerá da conclusão dos testes, da avaliação dos resultados e de uma futura deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Os resultados previstos para fevereiro de 2027 serão fundamentais para orientar os próximos passos da política nacional de biodiesel, especialmente quanto à segurança operacional, à qualidade do combustível e à possibilidade de expansão sustentável do mercado.

Fonte: Planalto – Veja na íntegra aqui