Os contratos futuros de açúcar bruto voltaram a subir na bolsa ICE, em Nova York, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de queda. A recuperação foi impulsionada pela valorização do petróleo e pela persistência das preocupações climáticas relacionadas ao El Niño, que podem comprometer a produção brasileira de cana-de-açúcar.
O contrato de açúcar bruto encerrou a sessão com alta de 0,5%, cotado a 20,24 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,11 centavo. Apesar da recuperação, a commodity acumulou desvalorização de aproximadamente 3% na semana.
Segundo o consultor Michael McDougall, a recente queda das cotações abriu espaço para compras de oportunidade por consumidores e operadores, diante da permanência de fatores que podem sustentar os preços.
Entre eles está o excesso de chuvas associado ao El Niño no Centro-Sul brasileiro, que dificulta a colheita e a moagem da cana-de-açúcar, elevando as incertezas sobre a oferta de açúcar. A recuperação dos preços internacionais do petróleo também influencia as expectativas do mercado sucroenergético. A valorização da commodity energética pode melhorar a competitividade do etanol em relação à gasolina, dependendo das condições de preços e tributação no mercado brasileiro.
Nesse cenário, as usinas podem encontrar maior incentivo econômico para direcionar parte da cana à produção de etanol, reduzindo a disponibilidade de matéria-prima destinada ao açúcar.
A combinação de riscos climáticos, recuperação do petróleo e possíveis ajustes no mix de produção mantém o mercado atento ao comportamento das cotações internacionais.
Para as próximas sessões, a evolução do petróleo e das condições climáticas no Brasil deverá continuar entre os principais fatores de influência sobre os preços do açúcar, especialmente diante das incertezas sobre a oferta global.
Fonte: Forbes – Veja na íntegra aqui