O Brasil deverá reduzir de forma significativa as importações de fertilizantes em 2026. A expectativa é de entrada de 40 milhões a 41 milhões de toneladas, ante o recorde de 45,5 milhões de toneladas registrado em 2025, o que representa uma retração superior a 10%.
A estimativa, baseada em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, chama atenção porque ocorre em um cenário de perspectiva de aumento da área cultivada. O principal fator por trás do movimento é o elevado custo dos insumos, que vem levando produtores a rever o planejamento da adubação e a buscar alternativas para reduzir os custos da lavoura.
Fertilizantes caros mudam estratégia de compra
Com margens mais pressionadas, agricultores estão mais cautelosos nas aquisições, avaliando volume, momento de compra, fontes de nutrientes e eficiência da aplicação. A queda das importações, portanto, não acompanha uma redução equivalente da necessidade agronômica das culturas.
O movimento reforça um ponto de atenção para a safra: uma demanda mais fraca pode aliviar temporariamente os preços, mas compras postergadas ou redução excessiva da adubação podem elevar riscos de produtividade e concentrar a procura por fertilizantes em janelas mais curtas.
Para o mercado, o comportamento das importações nos próximos meses será importante para avaliar os níveis de estoques e a disponibilidade de produto, especialmente diante das incertezas geopolíticas e da elevada dependência brasileira de fertilizantes estrangeiros.
Fonte: BRA 1 – Veja na íntegra aqui