O mercado internacional de açúcar fechou a quinta-feira (9) sem uma direção única, apesar das cotações acumularem forte valorização as últimas duas semanas. Em Nova Iorque, os preços foram sustentados pela valorização do real frente ao dólar, enquanto Londres recuou após a melhora das chuvas na Índia aliviar parte das preocupações com a oferta.
Apesar da correção, o mercado continua atento aos riscos climáticos. A temporada de monções na Índia apresentou recuperação nas últimas semanas, mas autoridades ainda alertam para a possibilidade da pior estação chuvosa em mais de uma década, cenário que pode comprometer a produção do segundo maior produtor mundial de açúcar.
No médio prazo, os fundamentos seguem dando suporte às cotações. A consultoria Czarnikow revisou sua projeção para a safra 2026/27 e passou a estimar um déficit global de 600 mil toneladas, refletindo principalmente a queda da produção na União Europeia, afetada pela onda de calor. Além disso, investidores monitoram a evolução do El Niño, que pode provocar novos impactos sobre a produção em importantes regiões produtoras, mantendo elevada a atenção sobre o equilíbrio entre oferta e demanda mundial.
Fonte: Notícias Agrícolas. Veja a matéria na íntegra aqui.