O mercado internacional de açúcar voltou a sentir o peso da oferta. Os contratos em Nova York atingiram o menor nível em seis semanas, pressionados pela desvalorização do real e pelo aumento da disponibilidade global da commodity.
No Brasil, o câmbio mais favorável estimula as exportações das usinas, enquanto os dados da safra reforçam o cenário de abundância. A produção de açúcar do Centro-Sul cresceu 55,3% em abril, alcançando 2,47 milhões de toneladas, impulsionada pela maior qualidade da cana.
A Tailândia também contribui para a pressão baixista. As exportações do país avançaram 29% entre janeiro e abril, ampliando a oferta internacional.
O principal fator de sustentação veio do petróleo, que subiu mais de 3% no pregão. A valorização da energia aumenta a atratividade do etanol e pode incentivar usinas a destinarem mais cana para biocombustíveis, limitando parcialmente as perdas do açúcar.
O mercado monitora agora a evolução do petróleo e da competitividade do etanol, o ritmo da safra brasileira no Centro-Sul, as exportações da Tailândia e demais produtores globais e as decisões das usinas sobre o mix entre açúcar e etanol.
No momento, a oferta global segue ditando o ritmo do mercado, mas uma recuperação mais consistente dependerá de mudanças no mix sucroenergético ou de eventuais riscos climáticos nas principais regiões produtoras.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui