Bioinsumos viram reserva estratégica do agro em meio à guerra e alta dos fertilizantes

A escalada das tensões geopolíticas e a volatilidade global dos fertilizantes estão acelerando uma mudança importante no agro brasileiro: produtores começam a enxergar os bioinsumos e o manejo do solo como ferramentas de proteção financeira e produtiva diante das crises internacionais.

Segundo o pesquisador Flávio Wruck a geopolítica passou a influenciar diretamente o custo da produção agrícola. ” O produtor não pode mais olhar apenas para dentro da porteira”, disse Wruck.

Hoje, conflitos internacionais impactam preço dos fertilizantes, diesel, logística, frete, rentabilidade da safra. O pesquisador lembrou que a guerra na Ucrânia elevou fortemente os custos dos fertilizantes e o novo foco de tensão no Oriente Médio amplia os riscos sobre energia e importações.

A preocupação agora começa a mirar safras 2027/28. O temor envolve dificuldades logísticas, restrições marítimas, pressão sobre nitrogenados e potássicos. Segundo Wruck, solos mais equilibrados funcionam como uma espécie de “poupança invisível” de nutrientes. O uso de microrganismos capazes de liberar fósforo do solo, aumentar eficiência nutricional, melhorar tolerância ao estresse hídrico e térmico cresceu fortemente nos últimos cinco anos.

Wruck também destacou o avanço do etanol de milho e biodiesel como possíveis beneficiários da nova dinâmica energética global.

Fonte: Redação MT – Veja na íntegra aqui