O MME oficializou o plano de testes para ampliar a mistura de biodiesel no diesel até o B25, mas o avanço imediato para o B16 continua indefinido. A portaria publicada nesta semana estabelece o cronograma técnico que avaliará misturas superiores ao atual B15 em motores novos e antigos, incluindo modelos com mais de 30 anos de uso. Os testes serão feitos em duas etapas e o plano foi dividido em fases:
primeira etapa → validação do B20;
segunda etapa → estudos até o B25.
Segundo o governo, a estratégia busca priorizar o cumprimento da Lei do Combustível do Futuro, que prevê aumento gradual da mistura até 20% em 2030. Pela legislação, o Brasil deveria ter migrado para o B16 em março deste ano. Mas a falta de testes técnicos acabou segurando o cronograma. O próprio MME deixou claro na portaria: aprovação do plano não significa autorização automática para misturas acima do B15.
A decisão ocorre em meio à pressão da indústria de biodiesel, que defende a adoção do B16 ainda em 2026. O setor argumenta que:
há capacidade produtiva;
aumento da mistura fortalece a indústria nacional;
o biodiesel reduz dependência do diesel fóssil importado.
Cronograma ainda é longo
O documento prevê que o governo publique até: 30 de novembro de 2026 uma atualização oficial com as datas finais dos testes e da execução do cronograma. O mercado acompanha o impacto no agro e combustíveis já que o avanço das misturas influencia diretamente:
demanda por óleo de soja;
mercado de sebo bovino;
cadeia de biocombustíveis;
preços do diesel.
Mesmo sem avanço imediato para o B16, o governo sinaliza que: o aumento gradual do biodiesel continua sendo política estrutural da matriz energética brasileira.
Fonte: Eixos – Veja a matéria na íntegra aqui