A tensão no estreito de Ormuz elevou o alerta global sobre o abastecimento de fertilizantes e levou o Brasil a buscar novos fornecedores internacionais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, iniciou uma missão oficial na Ásia Central para discutir alternativas de suprimento ao agronegócio brasileiro.
O principal temor do mercado é que eventuais restrições na rota marítima afetem diretamente a oferta global de fertilizantes. Antes do conflito, cerca de um terço do produto comercializado no mundo passava pela região do Golfo, considerada estratégica para o abastecimento internacional.
A ONU alertou que até 45 milhões de pessoas podem enfrentar insegurança alimentar caso o fluxo global de fertilizantes seja interrompido. O impacto também pode pressionar os preços agrícolas e elevar os custos de produção em diversos países.
O Brasil aparece entre os principais destinos dos fertilizantes transportados pela rota de Ormuz, ao lado de China, Índia e países africanos. Produtores rurais já acompanham com preocupação possíveis reflexos sobre os preços dos cereais e da próxima safra.
Durante a viagem, Mauro Vieira confirmou negociações com Uzbequistão e Cazaquistão para ampliar acordos de fornecimento e reduzir a dependência brasileira de regiões sujeitas a conflitos geopolítico
Fonte: Portal Tela. Veja a matéria na íntegra aqui.