A Petrobras confirmou que prepara um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas o movimento vem sendo tratado com cautela. O motivo? O avanço da competitividade do etanol no mercado brasileiro.
Durante conversa com analistas nesta terça-feira (12), a presidente da estatal, Magda Chambriard, admitiu que a companhia acompanha de perto a queda nos preços do biocombustível antes de definir o tamanho do aumento da gasolina.
Com a safra de cana ganhando força e ampliando a oferta de etanol, o biocombustível ficou mais atrativo nas bombas — cenário que pode acelerar a migração dos consumidores e pressionar a participação da gasolina no mercado.
“Nós estamos tratando desse aumento da gasolina, mas sempre de olho no nosso market share e na evolução do mercado do etanol”, afirmou Chambriard.
A discussão ganhou ainda mais peso após a escalada do petróleo no mercado internacional em meio às tensões no Oriente Médio. Segundo a Abicom, a defasagem da gasolina da Petrobras já chega a cerca de 65% em relação aos preços externos, aumentando a pressão por reajustes.
Enquanto o governo afirma que a política de preços é uma decisão da Petrobras, investidores e agentes do setor acompanham atentamente os próximos passos da estatal — especialmente pelos impactos diretos no consumo de combustíveis, inflação e competitividade do etanol no país.
Para o setor sucroenergético, o momento pode representar uma janela estratégica de fortalecimento do etanol no mercado nacional, justamente em um cenário de maior volatilidade do petróleo e busca por alternativas mais competitivas e sustentáveis.
Fonte: ICL Notícias. Veja a matéria na íntegra aqui