Preço do diesel terá que ser reajustado caso guerra no Oriente Médio se estenda, diz ex-presidente da Petrobras

Caminhão na estrada – Foto: Marcelo Camargo / Agência

Em entrevista ao “Jornal da CBN”, Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras, explica que o fechamento do Estreito de Ormuz, um dos mais fundamentais do setor de petróleo, levará as embarcações a saírem de suas rotas.

“O Estreito de Ormuz é realmente muito estreito, passa um navio de cada vez. Mas é por onde passam 20% do petróleo. Todos os terminais principais da Arábia Saudita, a saída do petróleo do Iraque, do Irã, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar o tem como rota”, explica.

Além do petróleo, produtos derivados do gás natural também dispararam. O Gás Natural Liquefeito Europeu (GNL) registrou variação de quase 50% na noite de segunda-feira (2).

Já o Brasil deve ser afetado no setor de fertilizantes, uma vez que o Irã é um dos maiores fornecedores de insumos para o país.

“Fora os efeitos que vamos ter mais cedo ou mais tarde no combustível. A Petrobras vai conseguir segurar por algum tempo, porque esse é o espírito da nova política de preço que não está sujeita à volatilidade diária em dólar, como estava antes. Temos estofo para fazer isso, porque somos exportadores de mais de um milhão de barris dia. Mas, se durar mais de quatro ou cinco semanas, será preciso reajustar o preço do diesel. Está errado reajustar agora, há rumores e comprovações de que uma turma está se aproveitando para aumentar o preço da gasolina na bomba”, diz.

Fonte: CBN