
O rápido crescimento na produção de etanol de milho deve aumentar a oferta em cerca de 4 bilhões de litros no mercado doméstico a partir da safra 2026-2027. Esse quadro foi o tema da apresentação a executivos e investidores do Bradesco BBI pelo CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, realizada pouco antes da pausa para o Carnaval.
Ono detalhou o cenário de desafios e oportunidades da expansão do etanol de milho no Brasil, segmento que responde hoje pela oferta de aproximadamente dez bilhões de litros anuais. “O avanço da produção do etanol de milho até agora foi benéfico, sendo complementar ao que o mercado precisava, mas a partir da safra 2026-2027 este cenário deve mudar”, alertou o executivo.
Para ele, novas fronteiras de consumo precisam ser abertas, em particular para o hidratado, já que a projeção é de uma adição de 4 bilhões de litros a partir do próximo ciclo. “Estados do Norte e Nordeste, que estão recebendo novos projetos de fabricação de etanol de milho são, obviamente, mercados que precisam ser trabalhados para maior aceitação, sobretudo do hidratado.”
Segundo o CEO da SCA BRASIL, elevar a competitividade do etanol frente à gasolina passa, por exemplo, pela adoção de incentivos fiscais favoráveis aos biocombustíveis frente às fontes fósseis.