
A Massari Fértil, especializada na produção de fertilizantes naturais e detentora de uma mina de calcário em Salto de Pirapora, acertou a fusão de seus negócios com a Morro Verde, empresa controlada pela Ore Investments e produtora de fosfato e outros insumos em Pratápolis, diz nota do “Agrofy”.
A união foi concluída na noite de quinta-feira (30).
A operação ocorre por meio de troca de ações entre as companhias, sem aporte financeiro, e garante à Massari o controle da nova empresa.
Com a fusão, a Massari busca ampliar sua exposição a um mercado com potencial estimado em mais de R$ 50 bilhões.
Com a combinação dos negócios, as empresas criam uma das maiores plataformas brasileiras integradas de mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes minerais mistos naturais voltados ao agronegócio.
A nova companhia nasce com capacidade produtiva superior a 3 milhões de toneladas por ano, faturamento aproximado de R$ 500 milhões e expectativa de atingir, em até três anos, 5 milhões de toneladas de produção, R$ 1 bilhão em receita e 51% de participação de mercado em seu segmento.
A estrutura resultante reúne ativos minerais estratégicos, unidades industriais e operações logísticas em Minas Gerais e São Paulo, além de parcerias produtivas em diferentes regiões do país.
O modelo integrado e escalável foi desenhado para atender os principais polos agrícolas brasileiros.
Redução da dependência externa
Atualmente, o Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome, apesar de figurar entre os maiores produtores agrícolas do mundo. Essa dependência expõe o setor a riscos cambiais, geopolíticos e logísticos, além de pressionar os custos de produção.
Nesse cenário, a união entre Massari Fértil e Morro Verde busca fortalecer a produção nacional de insumos, ampliar a eficiência produtiva, gerar ganhos de escala e reduzir custos, com foco em soluções desenvolvidas a partir de recursos minerais brasileiros.
“O nosso maior desejo como empresário é poder oferecer à agricultura brasileira autossustentabilidade e maior soberania nacional para o agronegócio. O Brasil não pode continuar dependente de insumos externos quando possui recursos minerais, tecnologia e capacidade industrial para produzir fertilizantes de forma competitiva e sustentável”, afirma Sérgio Saurin, diretor-presidente (CEO) e fundador da Massari Fértil.
Portfólio focado em solos tropicais
O portfólio da companhia será concentrado em fertilizantes minerais mistos naturais, desenvolvidos a partir de ativos geológicos nacionais e formulados de acordo com as características dos solos tropicais.
Esses produtos se posicionam como alternativa mais sustentável e tecnológica aos fertilizantes químicos tradicionais, ao combinar liberação gradual de nutrientes, menor impacto ambiental e maior eficiência agronômica no longo prazo.
Segundo Mauro Barros, CEO da Ore Investments, acionista controladora da Morro Verde, a fusão cria uma base sólida para atender à demanda crescente por soluções mais eficientes no campo.
“A integração permite transformar ativos minerais em produtos de maior valor agregado, com formulações adaptadas à realidade do produtor brasileiro. Estamos falando de previsibilidade de fornecimento, menor exposição cambial e mais competitividade para o agro”, destaca.
Cadeia verticalizada e sustentabilidade
A nova companhia passa a operar uma cadeia verticalizada, da mineração à formulação final, com foco em soluções baseadas em fósforo nacional e corretivos minerais.
Além dos ganhos econômicos, o modelo contribui para a redução das emissões associadas ao uso intensivo de fertilizantes químicos, alinhando produtividade agrícola e sustentabilidade.
A expectativa é que, em até três anos, a união entre Massari Fértil e Morro Verde consolide o grupo como o maior player brasileiro no mercado de fertilizantes minerais mistos naturais.
Mais do que uma transação corporativa, a operação é tratada como uma estratégia de desenvolvimento para o país.
“Fortalecer a produção nacional de fertilizantes minerais é fortalecer a segurança alimentar, a competitividade do produtor e a soberania do agronegócio brasileiro”, conclui Saurin.
Fonte: Agrofy