Opep+ informa que manterá produção de petróleo inalterada em março

Maquinário usado para extração de petróleo – Foto: ArtPhoto_studio freepik

Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã confirmaram que as cotas atuais seguem vigentes no próximo mês. O acordo ocorre mesmo após o Brent fechar perto de US$ 70 o barril, maior valor em seis meses, impulsionado pela possibilidade de um ataque militar dos Estados Unidos ao Irã, membro da Opep, diz nota do “Minas Informa”.

De abril a dezembro de 2025, o bloco aumentou a oferta em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, volume equivalente a 3% da demanda mundial. Em novembro, porém, optou por congelar novos incrementos entre janeiro e março de 2026, citando consumo sazonalmente mais fraco.

Fontes afirmam que não há expectativa de definição sobre a política além de março. A Opep+ como um todo responde por aproximadamente metade da produção global de petróleo, o que confere ao grupo poder significativo na formação de preços.

Um painel interno, o Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC), reúne-se após o encontro principal para avaliar o cumprimento das metas. Embora não tenha poder deliberativo, o JMMC deve reforçar a necessidade de adesão total aos cortes acordados, conforme rascunho de comunicado.

A decisão foi tomada em meio a tensões geopolíticas. O presidente dos EUA, Donald Trump, avalia opções militares contra o Irã, enquanto Washington mantém sanções que restringem a receita petrolífera iraniana. Interrupções de produção no Cazaquistão também apoiam os preços, ainda que o gigante campo de Tengiz esteja sendo reiniciado em etapas.

A próxima reunião dos oito produtores está marcada para 1º de março; o JMMC se encontra em 5 de abril. Para análise detalhada, consulte a cobertura da Reuters, referência global em notícias de energia.

Fonte: Minas Informa