
Ricardo Nascimento ocupou cargos de liderança por mais de duas décadas na Cargill e agora é diretor comercial da Stratos – o novo nome da VL Mineração, que se dedica exclusivamente ao negócio de potássio.
Na família Batista ainda há outro negócio de mineração, mas de ferro, que é a LHG, porém ligada à holding J&F e sem conexão com o investimento de Sergipe.
“É a única mina de cloreto potássio, hoje, em extração, na América Latina. Para nós, brasileiros, é importante isso, porque 96% do cloreto consumido no mercado brasileiro é importado, somente 4% é produzido por nós”, afirmou Nascimento, entusiasmado, na entrevista exclusiva ao “AgFeed”.
A grande pergunta que reverbera entre quem é próximo do setor de fertilizantes é uma só: mas afinal, se a mina já estaria próxima do esgotamento de sua vida útil e a Mosaic decidiu se desfazer, porque a família Batista resolveu comprar?
O diretor da Stratos mostrou tranquilidade ao responder essa pergunta. Esclareceu que os registros oficiais da Mosaic indicam que as reservas da mina estariam disponíveis até 2035, portanto, já há uma garantia de produção por mais nove anos.
O Brasil importa atualmente cerca de 14 milhões de toneladas de cloreto de potássio.
“O solo brasileiro é deficitário em potássio e é um nutriente que tem que ser adicionado todos os anos. A gente julga que está num negócio próspero, numa mina que tem longevidade boa, diferente do que muitos acreditam. Um negócio bastante rentável, uma empresa brasileira atendendo produtores brasileiros”, frisou.
Neste cenário, o investimento no próprio potássio seria uma possibilidade. Hoje no Brasil as reservas conhecidas são aquelas que estão na região amazônica, na mira do projeto da Brazil Potash, que frequentemente é visto com ceticismo por especialistas no setor.
Fonte: AgFeed