
Os preços do etanol e do açúcar não devem aumentar tão cedo; ao menos não até a metade do ano, quando o panorama tem alguma chance de mudança que favoreça os indicadores. A visão é do Pecege Consultoria e Projetos, diz nota da “Nova Cana”.
“Considerando a curva atual e a de duas a quatro semanas atrás, por exemplo, está tudo bastante estável, sem muitos movimentos. Parece que o mercado já fez essa leitura bastante clara de que, no primeiro semestre em 2026, não há preocupações com relação à oferta de açúcar no mundo”, explica o analista de mercado da empresa, Raphael Delloiagono.
Ele argumenta que, se tudo ocorrer dentro das expectativas, o ciclo 2025/26 global de açúcar terá um superávit “bastante expressivo”. Em conjunto com a perspectiva de preços dos combustíveis, isso indica um cenário improvável de reflexos positivos no preço do adoçante, conforme detalha o analista.
“Então, assim como no caso do etanol, provavelmente o ano de 2026, ou pelo menos o seu começo, será de preços bastantes baixos para o açúcar”, conclui.
Mesmo assim, ele acredita que há sinais de que já se tenha “atingido um ponto mais fundo do poço”. Delloiagono completa: “Se tem algo positivo em atingi-lo é que não se pode ir para nenhum lugar que não seja pra cima”.
Na percepção do Pecege, há a possibilidade de valorização do açúcar na segunda metade do ano. “Quando eu falo valorização, não é nada próximo do que tivemos em um passado recente, mas ao menos é um nível de preços que consegue pagar a produção e gerar uma margem, ainda que pequena”, explica.
Fonte: Nova Cana