
A cadeia da soja e do biodiesel ocupa uma posição central na economia brasileira ao combinar escala produtiva, integração industrial e inserção estratégica no setor energético.
Mesmo em um ambiente marcado por juros elevados e câmbio depreciado, esse complexo ajuda a explicar por que o agronegócio brasileiro tem atuado como um amortecedor macroeconômico, sustentando exportações, geração de divisas e renda em um cenário doméstico ainda desafiador, diz nota do “Investing.com”.
Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), o PIB da cadeia soja-biodiesel foi estimado em aproximadamente R$ 621 bilhões em 2025, mantendo participação próxima a 23% do PIB do agronegócio. Em 2019, essa fatia não alcançava 18%.
A atual política monetária restritiva atua como um freio importante à expansão industrial da cadeia. Tanto o esmagamento de soja quanto a produção de biodiesel são atividades intensivas em capital e sentem diretamente o encarecimento do crédito.
No segmento energético, o biodiesel adiciona um componente estratégico à cadeia. A mistura obrigatória ao diesel, elevada para 15% em 2025 (B15), garante uma demanda interna estável e previsível.
Conforme o cronograma estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e reforçado pela Lei do Combustível do Futuro, a mistura deverá subir para 16% em 2026 (B16).
Fonte: Investing.com