
Faltam 11 meses para que as companhias áreas brasileiras tenham que colocar uma pequena porcentagem de combustível sustentável de aviação (SAF) nos tanques de seus aviões, diz nota do “Capital Reset”.
Elas ainda não sabem exatamente como vão cumprir a obrigação regulatória, mas têm uma certeza: a maioria desse querosene verde provavelmente será importado. Apesar do potencial para ser um dos maiores produtores mundiais de SAF, essa nova indústria ainda está tomando forma no Brasil.
“O Brasil provavelmente não vai ter produção para 2027. O desafio são os investimentos, que são muito grandes. As empresas estão se preparando, mas aguardam o mercado se consolidar”, diz Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, uma das líderes na produção de biodiesel no Brasil e que tem projetos de SAF em andamento.
O modelo brasileiro
No Brasil, esse mandato começa a valer em 1 de janeiro do ano que vem. A regra diz que o SAF utilizado terá de garantir pelo menos 1% de redução das emissões. O que conta não é o volume da mistura, mas sim a efetiva descarbonização. O corte deve ser de 1% nos voos domésticos em 2027 e avançar um ponto percentual por ano até chegar a 10% em 2037. Hoje, a Petrobras é a única empresa a produzir SAF comercialmente no Brasil.
Fonte: Capital Reset