O ‘Dia da Libertação’ tarifária dos EUA e as projeções para o Brasil

Donald Trump, presidente dos EUA – Foto: Mark Schiefelbein/AP

O Brasil aguarda o anúncio oficial da novas tarifas dos EUA, que podem impactar exportações, especialmente de petróleo e produtos semiacabados de ferro e aço. Ainda não se sabe exatamente o que vem com o tarifaço, mas conforme destaca a reportagem do jornal Estadão, o relatório anual do escritório de representação comercial dos Estados Unidos — United States Trade Representative (USTR) — sobre barreiras comerciais divulgado na segunda-feira (31/03), reforçou a relevância que o etanol tem e terá nas negociações comerciais com o Brasil.

O governo americano critica tarifas brasileiras altas, enquanto o Brasil teme perda de competitividade, principalmente em máquinas e equipamentos, com o aumento potencial dos custos de exportação e importação. O presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro foi entrevistado na reportagem.

“As commodities brutas não devem sofrer sobretaxação, porque elas têm preços definidos pelo mercado importador e pelas bolsas, e não pelo Trump. Se taxar esses produtos, eleva-se os custos para os EUA”, afirma. Tudo ainda está muito indefinido e imprevisível, segundo Castro, “porque os números divulgados até agora para tarifas são muito loucos. São formados por impulso, não têm base técnica.”

Íntegra da matéria: Estadão (para assinantes)