Ministro recomenda cautela na compra de fertilizantes em meio a tensões

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“A orientação neste momento é aguardar o desenrolar do cenário internacional e evitar compras precipitadas”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em relação ao mercado de fertilizantes, diz nota da “CNN”.

Segundo o ministro, a recomendação ocorre em meio à instabilidade internacional que tem impactado preços e oferta desses insumos.

Ele destacou que a safra de inverno já está plantada ou em fase final de implantação, o que reduz a necessidade imediata de novas aquisições. “Quem precisava comprar fertilizante para a safra atual já o fez. Para a safra de verão ainda há tempo”, disse.

O contexto envolve as tensões geopolíticas no Oriente Médio e a interrupção temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia, fatores que têm provocado volatilidade nos preços e ampliado a demanda global por fertilizantes.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil, que importa a maior parte dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, já observa reflexos desse cenário nos custos e na dinâmica de oferta no mercado internacional.

A pasta informou que mantém monitoramento contínuo da cadeia de suprimentos e diálogo com diferentes atores do setor para avaliar alternativas logísticas, de importação e estratégias que assegurem o abastecimento no país.

Fávaro também afirmou que a instabilidade internacional tem contribuído para movimentos especulativos no mercado. “É momento de cautela e de combate à especulação. A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando o preço está artificialmente elevado”, disse.

O ministro acrescentou que o setor conta com alternativas tecnológicas e estratégias de manejo que podem ajudar a otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, reduzindo impactos de oscilações de preços.

O Ministério informou que seguirá acompanhando a evolução do cenário global e poderá adotar medidas para preservar o abastecimento e as condições de planejamento da próxima safra.

Fonte: CNN