
A ordem executiva de Trump impõe tarifas de 25% sobre países que importam petróleo da Venezuela, visando pressionar economicamente o regime de Maduro por meio de terceiros. No artigo do diretor jurídico do Grupo Atem, Marcelo Romanelli, publicado no Valor Econômico, o mestre em petróleo e gás pela Universidade de Dundee (UK) explica que a ordem tem o nome de “ Imposing Tariffs on Countries Importing Venezuelan Oil”. Ela impõe tarifas de 25% sobre exportações de países que mantenham relações comerciais com a Venezuela no setor de petróleo.
Essa estratégia amplia o impacto das sanções americanas, não limitando-se apenas a indivíduos e empresas dos EUA, mas também a entidades estrangeiras. Se implementada contra o petróleo russo, essa política pode afetar significativamente o Brasil, que se tornou um grande importador de diesel russo justamente por causa de preços competitivos.
Tal movimento pode obrigar o Brasil a escolher entre buscar alternativas mais caras ou enfrentar tarifas sobre suas exportações aos EUA. Isso poderia impactar fortemente o transporte rodoviário e aumentar a inflação. O governo brasileiro deve monitorar atentamente a situação e preparar-se para possíveis ajustes estratégicos em suas fontes de suprimento de combustíveis.
Íntegra da matéria: Valor Econômico (para assinantes)