As importações brasileiras de fertilizantes começaram outubro em ritmo mais acelerado, após dois meses consecutivos de entradas reduzidas. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país recebeu 1,36 milhão de toneladas nos primeiros sete dias úteis do mês, com média diária de 194,4 mil toneladas.
O volume representa alta de aproximadamente 31% em relação à média diária de setembro, de 147,9 mil toneladas. Apesar da recuperação, o ritmo ainda ficou 6,3% abaixo do registrado em outubro de 2025, indicando que a retomada das compras externas ainda precisa ganhar consistência.
A recuperação ocorre após setembro registrar uma média diária de importações 24,5% inferior à observada no mesmo mês do ano passado. Segundo Tomás Pernías, analista da StoneX, a desaceleração acumulada até setembro atingiu diferentes categorias de fertilizantes, especialmente os produtos utilizados na adubação de grandes culturas.
Entre os fosfatados, as importações de MAP recuaram 15% e as de SSP caíram 24%. Nos nitrogenados, a queda foi de 21% para a ureia, 32% para o nitrato de amônio e 18,5% para o sulfato de amônio. As reduções reforçam a necessidade de acompanhar não apenas o volume total importado, mas também a disponibilidade de cada nutriente no mercado brasileiro.
Safrinha de milho de 2027 aumenta atenção sobre estoques
O ritmo de entrada dos fertilizantes ganha importância diante da preparação para a segunda safra de milho de 2027, período de elevada demanda por nitrogenados. A StoneX já havia alertado para a necessidade de recomposição dos estoques antes do avanço das compras destinadas à próxima safrinha, especialmente em um cenário de custos elevados e maior cautela dos produtores.
Embora o aumento das importações em outubro seja um sinal positivo para a disponibilidade de insumos, ainda não é possível determinar se representa uma recuperação sustentada ou apenas a chegada de cargas anteriormente contratadas.
No aspecto financeiro, o valor médio diário das importações ficou 7,5% abaixo do registrado em outubro de 2025, enquanto o preço médio recuou 1,3%. Para o mercado de fertilizantes, o principal ponto de atenção será a continuidade dos desembarques nas próximas semanas. A manutenção de volumes mais elevados poderá contribuir para a recomposição dos estoques e reduzir riscos logísticos no abastecimento da safra 2026/27, especialmente para os produtores de milho.
Fonte: Notícia Max – Veja na íntegra aqui