O ritmo de entrada de fertilizantes no Brasil segue perdendo força. Entre janeiro e setembro de 2026, o país importou aproximadamente 28,47 milhões de toneladas, contra 33,73 milhões no mesmo período de 2025. A diferença de 5,26 milhões de toneladas representa queda de cerca de 15,6%.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que setembro confirmou a tendência: foram importadas 3,10 milhões de toneladas, retração de 27,94% na comparação anual. Foi o sexto mês consecutivo em que os embarques ficaram abaixo dos níveis registrados em 2025.
A desaceleração ganhou força a partir de abril. Depois de março registrar crescimento de 31,3%, as importações recuaram 12,9% em abril, 14,3% em maio, 20,3% em junho, 14,3% em julho, 43,2% em agosto e 27,94% em setembro.
Menos produto, mas ainda a preços mais altos
Apesar da redução dos volumes, o fertilizante importado continua mais caro que há um ano. O preço médio de setembro ficou em US$ 378,89 por tonelada, alta de 5,33% frente aos US$ 359,69 de setembro de 2025. Há, porém, sinais de alívio em relação aos picos recentes. O valor médio caiu dos US$ 441,30 por tonelada de junho e US$ 430,80 de julho, além de ficar abaixo dos US$ 403,20 registrados em agosto.
A retração das importações ainda não significa necessariamente falta de fertilizantes. Estoques formados anteriormente podem compensar parte da redução das entradas. Entretanto, seis meses consecutivos de queda mostram que o movimento deixou de ser pontual.
Com o planejamento das próximas safras avançando, a atenção agora se volta para o nível dos estoques, o ritmo de reposição das cargas e a retomada das compras pelos produtores. A evolução desses três fatores será fundamental para determinar se o menor fluxo de importações continuará sendo absorvido pelo mercado ou começará a pressionar a disponibilidade e os preços dos fertilizantes.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui