
O banco norte-americano Goldman Sachs estima que o barril do petróleo Brent – referência global – deve cair para US$ 55 nos próximos meses, dos cerca de US$ 60 atuais. O excesso de oferta continua sendo o principal fator baixista, com analistas ponderando que uma eventual recuperação da indústria petrolífera venezuelana depois da captura de Maduro não é garantida e pode levar anos, diz nota do “Brazil Journal”.
Em um quadro de recuperação de produção na Venezuela – ou mesmo na Rússia, no caso de um acordo de paz na Ucrânia e alívio de sanções – o Brent poderia despencar para a casa dos US$ 50 entre o segundo e terceiro trimestre, na visão do banco. Essa hipótese considera que russos e venezuelanos conseguiriam juntos acrescentar 1 milhão de barris adicionais à oferta global até 2027.
Num cenário em que houvesse desaceleração do crescimento econômico, o Brent poderia desabar a US$ 45 por barril entre abril e outubro.
No longo prazo, porém, o banco acredita que o petróleo voltará a subir, com a onda de crescimento da oferta desacelerando a partir de 2027. No próximo ano, o Brent poderia começar na casa dos US$ 60 e encerrar a US$ 70 por barril.
Fonte: Brazil Journal