As exportações brasileiras de biodiesel ganharam força em setembro de 2026 e alcançaram o maior volume dos últimos 15 meses. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país embarcou aproximadamente 22,9 mil metros cúbicos do biocombustível, equivalentes a 22,9 milhões de litros.
O resultado representa um volume quase três vezes superior ao registrado em agosto e praticamente o dobro dos 11,3 mil metros cúbicos exportados em setembro de 2025.
Volume se aproxima dos maiores registros históricos
De acordo com levantamento da BiodieselBR, setembro ficou próximo de entrar entre os três meses de maior exportação de biodiesel do país. O volume embarcado ficou apenas 25 metros cúbicos abaixo do registrado em junho de 2024, que ocupa a terceira posição no ranking histórico. Para superar o maior volume mensal já registrado, seria necessário um crescimento adicional de aproximadamente 10%.
A recuperação dos embarques indica uma aceleração das vendas externas após o desempenho mais moderado de agosto, embora ainda seja necessário acompanhar os próximos meses para avaliar a continuidade desse movimento.
Mercado externo amplia oportunidades para a indústria
O crescimento das exportações ganha relevância em um momento em que a indústria brasileira de biodiesel enfrenta elevada capacidade ociosa e acompanha as perspectivas de aumento da mistura obrigatória ao diesel no mercado doméstico.
Nesse cenário, as vendas externas representam uma alternativa para ampliar o escoamento da produção e diversificar os destinos comerciais do biocombustível.
Apesar da forte recuperação em setembro, o volume exportado ainda é relativamente pequeno diante da produção nacional. A evolução dos embarques dependerá das condições de competitividade do biodiesel brasileiro, especialmente dos preços do óleo de soja, dos custos logísticos e da demanda internacional.
O desempenho de setembro reforça o potencial do mercado externo como uma frente complementar de crescimento para o biodiesel brasileiro, enquanto a indústria aguarda definições sobre os próximos avanços da mistura obrigatória no país.
Fonte: Diário do Comércio – Veja na íntegra aqui