Endividada, Vibra se desfaz de negócio de biometano enquanto setor se prepara para mandato

Foto: Vibra/Divulgação


Por André Ramalho

A Vibra Energia anunciou nesta segunda (10/3) a sua saída do capital da ZEG Biogás, adquirida em 2022 dentro da estratégia da distribuidora de combustíveis de diversificar seus negócios, de olho na transição energética.

A saída da ZEG ocorre num momento em que a indústria do gás natural se movimenta para cumprir o mandato do biometano previsto no Combustível do Futuro; e em que a Vibra, por sua vez, vê o seu endividamento crescer.

Ao comprar 50% da ZEG em 2022, a companhia assumiu um compromisso de investimentos para acelerar o crescimento da produção de biometano. A Vibra informou que deixará de ter a obrigação de aportar R$ 400 milhões na expansão da ZEG, o que reforça a disciplina na gestão de sua alocação de capital.

Para encerrar sua presença na empresa de biogás, a Vibra aportará e capitalizará créditos de R$ 40 milhões na ZEG; e pagará R$ 20 milhões aos atuais acionistas da companhia, na proporção de suas participações.

A ZEG inaugurou a sua primeira planta de biometano em 2023, em Jambeiro (SP), com capacidade de 30 mil m3 /dia, e deve iniciar este ano as operações de sua segunda usina, em Aroeira (MG), de 15 mil m3/dia.

Foco na redução da dívida

A prioridade da companhia para 2025 é reduzir os investimentos e custos, para ampliar a geração de caixa e, assim, ter mais fôlego para pagar dívida. A companhia encerrou 2024 com uma dívida bruta de R$ 19,9 bilhões –  23% a mais que o montante do fim de 2023.

No fim de fevereiro, durante apresentação dos resultados financeiros de 2024, o diretor financeiro da Vibra, Augusto Ribeiro, comentou que a empresa encara, hoje, um cenário mais desafiador, com custo de capital mais elevado.

E disse que a empresa mira para este ano, portanto, o crescimento com rentabilidade e um plano de investimentos mais próximo de R$ 1,5 bilhão – ante o patamar de R$ 1,8 bilhão de 2024.

Fonte: Eixos