Alta do preço do petróleo tem multifatores, inclusive os conflitos no Oriente Médio

Os mais recentes movimentos vindos do Oriente Médio aumentam a atenção dos analistas do mercado de petróleo e derivados. Mais uma vez, com projeção para abril, a cotação dos contratos futuros de petróleo Brent, referência mundial, elevou-se em  0,79%, a US$ 79,21 por barril, enquanto que o WTI, a referência americana, para março subiu 0,75%, a US$ 73,86 o barril. O anúncio referente aos estoques dos EUA, bem como a decisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitando a proposta do Hamas para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, dando seguimento ao conflito, refletem nesses números. As informação são do jornal Valor Econômico desta quarta-feira (07/02).

Os dados anunciados pelo Departamento de Energia (DoE), dos EUA, apontam estoques de gasolina e destilados – principalmente diesel, em queda de mais de 3 milhões de barris na semana passada. Os estoques de diesel estão 7% abaixo da média esperada para o período, agora em 127,574 milhões de barris. Os estoques de gasolina caíram para 250,988 milhões, 1% abaixo da média. Houve uma forte demanda por gasolina e destilados durante a semana passada.

Os estoques americanos de petróleo, entretanto,  estão em alta, pois neste momento, muitas refinarias passam por manutenção preventiva, comumente realizada no início do ano. Os estoques de petróleo subiram 5,5 milhões de barris no período e estima-se que uma das razões esteja neste movimento sazonal. Nas projeções futuras, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) deve seguir praticando cortes voluntários de produção até o fim do semestre.

Nos EUA, a expectativa de produção também é reativa. A tendência projeta um preço de petróleo Brent entre US$ 80 e US$ 90 por barril nos próximos meses, contra os cerca de US$ 79 de hoje. Em compensação, o Bank of America (BofA) indica elevação  da demanda global por petróleo  até 2030, atribuída ao forte consumo de petroquímicas e de companhias aéreas por combustível de avião.

Fonte original: Valor Econômico.

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