Açúcar supera 21 centavos em Nova York com queda na produção brasileira

Os preços internacionais do açúcar encerraram a quinta-feira (15) em alta, sustentados pelas preocupações com a oferta mundial diante dos impactos climáticos nas principais regiões produtoras. Na Bolsa de Nova York, o contrato de açúcar bruto para março de 2027 avançou 1,4%, fechando a 21,13 centavos de dólar por libra-peso.

Na sessão anterior, a commodity havia atingido 21,29 centavos por libra-peso, maior cotação em 19 meses. Em Londres, o açúcar branco também registrou valorização, com alta de 1,1%, para US$ 561,10 por tonelada.

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, o excesso de chuvas associado às condições climáticas do El Niño tem prejudicado o ritmo da colheita e da moagem da cana-de-açúcar, além de reduzir a concentração de sacarose na matéria-prima.
Dados divulgados nesta quinta-feira (15) apontam que a produção de açúcar no Centro-Sul caiu 6% na segunda quinzena de setembro, totalizando 2,86 milhões de toneladas.

A redução reforça as preocupações do mercado com a disponibilidade do produto brasileiro, especialmente em um período de preços internacionais elevados.

Secas na Índia e Europa ampliam riscos à oferta

Além do Brasil, outros importantes polos produtores enfrentam dificuldades climáticas. Na Europa, a seca durante o verão prejudicou o desenvolvimento das lavouras de beterraba açucareira, enquanto a Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, também sofreu com a escassez de chuvas.

A combinação de chuvas excessivas no Brasil e secas em outras regiões produtoras aumenta as incertezas sobre o abastecimento mundial e contribui para sustentar as cotações nas bolsas internacionais. Para o setor sucroenergético brasileiro, a valorização do açúcar amplia sua atratividade em relação ao etanol. Entretanto, a redução do teor de sacarose e os atrasos na moagem podem limitar o volume disponível para produção.

O mercado seguirá atento à evolução das chuvas no Centro-Sul e aos resultados da moagem, fatores que poderão determinar a sustentação dos preços internacionais nas próximas semanas.

Fonte: RPA News -Veja na íntegra aqui