Os preços futuros do açúcar voltaram a subir nesta segunda-feira (12), impulsionados pelas preocupações com os efeitos do El Niño sobre a produção mundial. Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em março avançou 2,96%, encerrando a 20,85 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise da Barchart, o mercado acompanha principalmente as condições climáticas nas regiões produtoras. No Brasil, a previsão de intensificação das chuvas no Centro-Sul nesta semana aumenta o risco de novos atrasos na colheita e na moagem da cana-de-açúcar, podendo limitar a oferta de açúcar.
El Niño intenso amplia incertezas para 2027
O alerta climático ganhou força após a Agência Meteorológica do Japão informar que as temperaturas da superfície do Pacífico tropical ficaram 4°C acima da média em setembro, maior desvio registrado pela instituição desde 1949. Segundo a agência, há expectativa de persistência do fenômeno durante o inverno do Hemisfério Norte, com possibilidade de extensão até o primeiro trimestre de 2027. O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos também aponta que o episódio poderá estar entre os mais intensos dos últimos 75 anos.
Além do Brasil, Índia e Tailândia, importantes produtores de açúcar, estão no radar dos investidores. Alterações no regime de chuvas podem comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a disponibilidade global do adoçante.
Para o setor sucroenergético brasileiro, a valorização do açúcar amplia sua atratividade econômica em relação ao etanol. Entretanto, o excesso de chuvas pode dificultar a moagem e limitar a capacidade das usinas de aproveitar os preços mais elevados.
Com isso, as previsões meteorológicas e os impactos do El Niño sobre a produção dos principais países exportadores devem continuar influenciando as cotações internacionais nas próximas semanas.
Fonte: CNN Brasil – Veja na íntegra aqui