Os contratos futuros do açúcar fecharam em queda nesta quarta-feira, com o mercado concentrado no vencimento do contrato de outubro na ICE e nos sinais de oferta disponível no curto prazo. O açúcar bruto recuou 1,1%, para 17,63 centavos de dólar por libra-peso. Já o açúcar branco caiu 0,6% em Londres, encerrando a sessão a US$ 506,30 por tonelada.
Entrega elevada reforça percepção de oferta
O principal destaque da sessão foi o vencimento do contrato de outubro, que registrou entregas de 1,45 milhão de toneladas de açúcar. O volume ficou ligeiramente abaixo das 1,52 milhão de toneladas entregues no vencimento equivalente de 2025 e dentro das expectativas dos operadores. A BTG Pactual Commodities foi apontada como principal fornecedora, enquanto a Wilmar apareceu como única receptora do produto.
Outro sinal observado pelo mercado foi o desconto do contrato de outubro em relação ao vencimento de março, que chegou a 1,02 centavo de dólar por libra-peso no último dia de negociação. O movimento reforçou a percepção de maior disponibilidade física no curto prazo.
Índia mantém risco para oferta futura
Se a oferta pressiona as cotações no presente, o clima continua trazendo incertezas para as próximas safras.
A Índia encerrou a temporada de monções, entre junho e setembro, com o menor volume de chuvas em mais de uma década, em um cenário influenciado pelo El Niño.
O país é um dos principais produtores mundiais de açúcar, o que mantém as condições dos canaviais indianos entre os fatores relevantes para o balanço global. No mercado de açúcar branco, outro sinal de demanda fraca veio do Paquistão: uma licitação para venda e exportação de 107.739 toneladas terminou sem participantes.
Assim, o mercado começa outubro dividido entre dois vetores: oferta elevada e demanda física enfraquecida pressionam os preços no curto prazo, enquanto os problemas climáticos na Índia mantêm incertezas sobre a disponibilidade global mais adiante.
Fonte: Investing.com – Veja na íntegra aqui