Os preços do açúcar encerraram o pregão sem direção única nas bolsas internacionais. Em Nova York, o contrato julho subiu para 13,55 cents por libra-peso, enquanto o açúcar branco em Londres recuou para US$ 444,70 por tonelada.
O mercado segue dividido entre fatores baixistas, como a reabertura do Estreito de Ormuz, que reduz custos logísticos e favorece o comércio internacional, e fatores de sustentação relacionados à oferta. Na Índia, as chuvas de monção acumulam déficit de 42%, aumentando as preocupações com a próxima safra do segundo maior produtor mundial.
No Brasil, a menor produção de açúcar e a maior destinação da cana para o etanol também sustentam as cotações. Até o fim de maio, o Centro-Sul produziu 6,84 milhões de toneladas, com redução da participação do açúcar no mix industrial e avanço do etanol. A revisão da Czarnikow para um déficit global de açúcar na safra 2026/27 reforça esse cenário, enquanto o El Niño permanece no radar dos investidores devido aos possíveis impactos sobre a produção em importantes países produtores.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui